Londres – O Itaú avançou 93 casas no ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo da consultoria britânica Brand Finance, saltando da 335º para a 242º posição, resultado de uma valorização de 32%. A marca Itaú foi estimada em US$ 8,7 bilhões.

Bradesco e Banco do Brasil voltaram para a lista este ano, em 565º e 481º lugares, valendo respectivamente US$ 5,1 bilhões e US$ 4,9 bilhões. 

A Amazon retomou a liderança do ranking, que havia perdido para a Apple em 2022, apesar de seu valor de marca ter caído 15% este ano, de US$ 350,3 bilhões para US$ 299,3 bilhões.

O relatório Global 500 foi divulgado nesta quarta-feira (18) no Fórum Econômico de Davos. 

O valor da marca é um cálculo levando em conta diversos fatores para demonstrar o benefício econômico que seu proprietário obteria ao licenciá-la no mercado aberto.  

O Google segue em terceiro, e o TikTok saltou de 18º para 10º posicionando-se entre as 10 marcas mais valiosas do mundo.

Entre as 25 estão também Facebook (que caiu de 7º para 14º), e o aplicativo de mensagens chinês WeChat (20º).  marcas mais valiosas ranking 2023

O Instagram chegou perto, em 26º, um desempenho notável em comparação a 2022, quando havia ficado em 47º. 

A Brand Finance avalia também a força da marca, que significa a a eficácia do desempenho em medidas intangíveis em relação aos seus concorrentes.

Nessa avaliação, o Google ficou em primeiro, o YouTube em segundo, o WeChat em 4º e o Instagram em 7º. O Facebook não aparece entre as 25 mais fortes. 

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Marcas mais valiosas de tecnologia recuaram 

A Brand Finance avalia que a queda de mais de US$ 50 bilhões no valor da marca Amazon este ano deve-se a um comportamento mais rigoroso dos consumidores no mundo pós-pandemia.

A pesquisa descobriu que a percepção do cliente sobre o atendimento ao cliente na Amazon caiu, ao mesmo tempo em que os prazos de entrega aumentaram. Os consumidores tornaram-se menos propensos a recomendar a Amazon a outras pessoas.

E as pessoas voltaram a fazer compras pessoalmente, atenuando um pouco a necessidade do varejo online. David Haigh, presidente e CEO da Brand Finance, comentou:

“As marcas de tecnologia em todo o mundo perderam valor significativo diante de mudanças nos padrões de demanda.

A inflação afetou marcas em muitos setores, mas, à medida que os hábitos do consumidor voltam parcialmente aos padrões pré-pandêmicos, a demanda pelos serviços de marcas de tecnologia foi particularmente afetada.

Além disso, cadeias de suprimentos interrompidas, escassez de mão de obra e maiores obstáculos ao financiamento tiveram impacto.”

A Apple (valor da marca recuou 16%, para US$ 297,5 bilhões) trocou de posição com a Amazon como marca mais valiosa, estimada em US$ 355,1 bilhões.

A queda deste ano no valor da marca está relacionada a uma queda na receita prevista, pois acredita-se que uma cadeia de suprimentos interrompida e um mercado de trabalho restrito tenham impacto sobre fornecimento e vendas. 

Outros gigantes de tecnologia que recuaram posições no ranking das marcas mais valiosas são Samsung (queda de  7%, para US$ 99,7 bilhões), Alibaba.com (queda de 56%, para US$ 10,0 bilhões), Facebook (queda de 42%, para US$ 59,0 bilhões) e WeChat (queda de 19%, para US$ 50,2 bilhões).

Do lado positivo, o Instagram (aumento de 42%, para US$ 47,4 bilhões) e LinkedIn (aumento de 49%, para US$ 15,5 bilhões) cresceram no setor de tecnologia, como resultado de estratégias bem executadas para comercializar seus serviços, segundo a Brand Finance. 

Outros destaques são os fabricantes de carros elétricos Tesla (valor da marca aumentou 44%, para US$ 66,2 bilhões) e BYD (valor da marca aumentou 57%, para US$ 10,1 bilhões), à medida que a demanda por carros elétricos cresce como parte de uma transição para a economia de baixo carbono.

O relatório completo pode ser visto aqui

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